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Outreach

The European Research Council (ERC) celebrated its 10,000 grantees. The ERC was created in 2007 to fund cutting-edge research in the top of their field. VINCULUM takes part in the celebration of this important milestone by publishing at NOVA FCSH and Institute for Medieval Studies Facebook pages with the hashtag #ERC10kGrantees.

Da Biologia à Matemática, da Química às Ciências Sociais, da Física à Arqueologia, das Neurociências à Geografia, da Engenharia à História, das Ciências do Espaço à Filosofia, Mulheres na Ciência põe o foco em mais de duas centenas de investigadoras e noutras tantas histórias de sucesso que têm contribuído em muito para o enraizamento da ciência na sociedade portuguesa e que, espera a Ciência Viva, possam vir a inspirar jovens a seguir a sua vocação.

Maria de Lurdes Rosa, Member (2015) in the School of Historical Studies, has been awarded a 2018 ERC Consolidator Grant. Rosa’s project, “VINCULUM,” aims to analyze morgados (entails) and capelas (funerary chapels, chantries) in Portugal and, from a comparative perspective, other southern European societies, between the fourteenth and seventeenth centuries. This project is a development of the research Rosa carried out while at IAS.

Nunca em Portugal uma investigação histórica tinha recebido um apoio tão elevado. O Conselho Europeu de Investigação acaba de atribuir 1,6 milhões de euros a Maria de Lurdes Rosa, uma historiadora portuguesa que se dedica ao estudo dos morgados nos séculos XIV ao século XVII, numa perspetiva comparada, em Portugal, no espaço atlântico e nas sociedades da Europa do sul.

Projecto de investigação vai olhar para uma forma de organização da propriedade familiar entre os séculos XIV e XVII no Sul da Europa, sobretudo na Península Ibérica e nos países que Portugal e Espanha colonizaram. Bem-vindos ao mundo dos morgados.

Maria de Lurdes Rosa era ainda estudante quando, no final dos anos 1980, entrou pela primeira vez na Torre do Tombo para investigar sobre os morgados e a forma como estes corpos sociais permitiam à nobreza proteger a propriedade e perpetuar a linhagem. Um dos primeiros documentos que analisou chegou-lhe, dentro de um saco de plástico, pela mão de um genealogista que ali conheceu. Nunca mais largou o tema. Os arquivos familiares tornara-se um precioso objecto de estudo, e também uma paixão, para a investigadora da Universidade Nova de Lisboa.

Ao FLUL Alumni, a alumna conta que começou “a estudar este assunto na FLUL, numa cadeira do 2.º ano da licenciatura em História, com um professor que nos marcou a todos: Miguel Rodrigues, infelizmente já falecido. A partir daí não mais deixei de o fazer, escolhendo-o para tema de trabalho em anos sucessivos e, quando fui fazer o mestrado em História medieval na FCSH, como tema de tese”. A ligação ao tema vem da década de 1980, quando fez o primeiro trabalho de grupo sobre o morgadio em Portugal em Maio de 1985, para a cadeira do Professor Doutor Miguel Rodrigues.

A investigação tomou novo rumo e ganhou alento acrescido com o programa de investigação e defesa patrimonial sobre arquivos de família […] Maria de Lurdes Rosa destaca particularmente dois aspetos, neste processo: por um lado a ligação à sociedade civil, concretizada na participação de proprietários de arquivos privados que abriram os seus arquivos à Investigação universitária; por outro, o envolvimento direto na equipa de investigação, de jovens investigadores, desde a licenciatura ao doutoramento.